MVNO X grandes operadoras: os próximos passos?

Há um grande mercado para operadoras MVNO e grandes operadoras. Por esse motivo foi como essas operadoras menores surgiram: gaps criados em estratégias das gigantes da Telecom optando por parcelas mais abrangentes de público. Foi a partir daí, surgiu um terreno fértil para operadoras locais, pela mesma infraestrutura, desenvolver estratégias mais focadas em alguns setores. Dessa forma, primeiro as necessidades em B2B foram sendo atendidas e, agora, parcelas específicas dos consumidores finais. Contudo, se as MVNO desejam continuar crescendo, à medida que esses mercados estão sendo visionados por grandes operadoras, há pontos a melhorar. Esses pontos se atentam principalmente à atuação no mercado B2C, contudo, podem se aplicar em qualquer estratégia.

1 – Atenção ao perfil do consumidor MVNO x Grandes Operadoras.

Esse é um ponto já dominado pelas MVNO. Ao selecionar nichos e adaptar seus produtos com esse público em mente é possível aprofundar sua atuação. Dessa forma, muitas barreiras na adesão de novos usuários, especialmente quando são mais caros, podem ser amenizadas. É preciso que as empresas se aprofundem cada vez no entendimento desses públicos, compreendendo suas necessidades e testando recursos e propostas que permitam avaliar como ele responde. Dessa forma é possível entender que forma é possível melhorar sua percepção e antecipar suas necessidades antes do mercado.

2 – Pacotes personalizados.

Entendendo melhor seus consumidores, é hora das MVNO, como as grandes operadoras, entenderem como expandir suas ofertas para atender a demanda. Assim, por exemplo, é possível traçar estratégias particulares, como se aprofundar cada vez mais nos subperfis do público atendido. Para tal, é preciso ter em mente meios diferentes ao lidar com clientes. Entre eles estão métodos de atendimento e tarifação, abordagens de publicidade e recursos específicos para alcançá-los. Esse tipo de estratégia também pode ser aplicada ao modelo B2B. Contudo, nessa vertente é preciso entender como cada empresa-cliente usaria os serviços e de que maneira seria possível torna-los mais atraentes para o usuário final.

3 – Experiências completas.

Essa é a conversão dos pontos anteriores em uma única ação. Ao conhecer seu cliente e adaptar seu serviço para atendê-lo, melhora a experiência dele. Contudo, isso deve ir além de táticas individuais, mas captar a percepção de como seu público interage com o que você vende. Isso significa ir além da prestação comum de serviços e englobar a experiência do seu cliente como um todo. Entender como seu serviço se encaixa na rotina do seu consumidor e expandir sua atuação é fundamental. Dessa forma, você não apenas vende um produto ou fornece uma experiência: você resolve um problema. Para isso, agregar produtos fora do seu escopo, como parcerias com streamings, plataformas educativas e outros serviços proporcionam experiências ampliadas. Novamente, ao lidarmos com o cenário B2B, elas devem ser voltadas ao usuário final do seu cliente. Entretanto, em ambos os casos, esse processo pode ser feito com o máximo de resultados e o mínimo impacto em seu negócio.

4 – Qualidade acima de tudo é a chave para MVNO x grandes operadoras.

Esse ponto pode parecer repetitivo, mas é um dos maiores diferenciais junto as grandes operadoras. Um público menor permite um controle melhor da qualidade dos produtos e serviços prestados. Dessa forma, não deixe que ajustes em custos ou outros fatores administrativos comprometam esse recurso. Boa parte dos usuários B2C de operadoras MVNO às prefere do que grandes operadoras pelo foco em seu atendimento. Isso inclui, no seu recurso mais básico, a qualidade dos serviços prestados, fator-chave para a experiência. Ainda que a redução de preço seja uma questão mais abrangente, o cliente continuará pagando se sua expectativa estiver sendo complementada. Existe um mercado grande suficiente para todas as operadoras conviverem pacificamente, mas é preciso um posicionamento certo e decisões estratégicas bem tomadas para evitar que fatias do mercado sejam engolidas pelo alcance mais expansivo das grandes operadoras.