5 rotinas do setor da saúde que estão com os dias contados

O setor de saúde sempre teve como uma de suas características a cautela para realizar modificações em seus processos. Isso se dá pela necessidade em garantir que as novidades não afetem a qualidade dos serviços. Com o surgimento da COVID-19, o setor de saúde teve que se reinventar fazendo diversas mudanças. Algumas eram inimagináveis, outras já estavam em curso e foram aceleradas com a pandemia. Veja abaixo 5 rotinas que estão com os dias contados:

O uso de documentos em papel.

O uso do papel para registro de informações em instituições de saúde já estava sendo abandonado progressivamente devido à dificuldade em resgatar e compilar os dados. Após a chegada da COVID19, e a notícia de que o vírus sobrevive até cinco dias no papel, sendo uma fonte de transmissão, a troca por plataformas digitais se mostrou ainda mais necessária.

Atuação isolada dos profissionais de saúde.

Em um passado não muito distante, era comum cada profissional de saúde orientar e tratar os pacientes de maneira isolada, tendo apenas uma visão superficial das condutas dos outros colegas. Porém, para um efetivo cuidado centrado no paciente, é preciso haver uma união de esforços para chegar a um consenso quanto às melhores opções de tratamento. Dessa forma, equipes conseguem entregar um verdadeiro cuidado coordenado em saúde.

Tomada de decisão baseada em opiniões.

Instituições maduras cada vez mais baseiam as suas decisões em dados ao invés de se basear na opinião de um ou outro executivo. Isso não é de maneira alguma negar a importância da intuição para a tomada de decisão, e sim adotar um caminho mais racional de análise dos fatos baseada em evidências.

Sistemas que não conversam entre si.

É comum em hospitais a existência de sistemas específicos para cada processo. Dessa forma, os sistemas de imagem e de laboratório não são totalmente integrados ao sistema de prontuário eletrônico, fazendo com que os usuários tenham que abrir várias telas e dar muitos cliques. A informação entregue é, portanto, fragmentada. Para resolver esse problema, muitas instituições de saúde já estão apostando em soluções de interoperabilidade para que haja essa “conversa”.

Dependência do telefone.

Hospitais e clínicas ainda dependem muito do telefone para se comunicar, gerando atrasos na troca de informações. A dificuldade fica evidente quando a pessoa requisitada não pode atender no momento e o contato é conseguido horas depois da primeira tentativa. Em casos de urgência, o aparelho pode ser adequado, mas nem sempre é efetivo. Sistemas de alerta automatizados podem ser mais efetivos e eficientes na entrega de informação e por isso têm ganhado cada vez mais espaço nas instituições de saúde. Artigo originalmente publicado no blog da Interaktiv